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Os 5 estágios do varejo: lições das empresas inovadoras

21/06/2021

Inovar é essencial para as empresas que desejam destacar-se no mercado e acompanhar as mudanças no consumo. Isso é ainda mais válido no varejo, tão competitivo e com tão rápidas transformações.

Mas a inovação no varejo está longe de ser uniforme. Em um mesmo segmento, independentemente do porte ou dos anos de atuação de um negócio, encontramos cinco diferentes estágios de empresas inovadoras, das iniciantes às maduras.

Quem faz essa classificação é a Visa em seu relatório “Inovação em crescimento na América Latina: Lições de líderes inovadores na região”, em sua segunda edição. Desde 2018, ano do primeiro relatório, houve uma evolução no varejo e as empresas amadureceram na prática de inovar. No entanto, 74% das organizações analisadas ainda se encontram entre os estágios iniciante e intermediário.

Conheça cada uma dessas fases, de acordo com a Visa.

5 estágios da inovação no varejo

1) Empresas do varejo iniciantes

Ressaltamos que o fato de serem consideradas iniciantes nada tem a ver com o tempo de mercado dessas empresas. Isso apenas quer dizer que na escala de inovação elas ainda têm muito a avançar.

Uma empresa iniciante não tem um setor ou equipe dedicada a buscar novas soluções. A inovação, quando tentada, não tem a estrutura necessária, objetivos definidos ou métricas. Com isso, o desenvolvimento de uma solução costuma levar mais de 12 meses, com poucas propostas concretizadas por ano.

Um claro problema desse tipo de organização é que diferentes áreas do negócio pouco se comunicam entre si e não têm um canal claro para apresentar novas ideias.

Nesse estágio, a empresa tem raras parcerias externas para desenvolvimento de soluções e todos os seus APIs são de uso interno. API (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicações) é um conjunto de definições e protocolos usado no desenvolvimento e na integração de software de aplicações, segundo a definição da Red Hat. Um tipo comum de API são os plugins, que permitem realizar novas tarefas em uma aplicação.

Em uma loja virtual, por exemplo, podem existir diversos APIs externos. Temos APIs de redes sociais, que permitem ao usuário cadastrar-se no e-commerce e com isso fornecer alguns dados relevantes ao negócio; temos APIs de localização, como a partir do Google Maps, para o consumidor encontrar a loja mais próxima; temos APIs de pagamento em plataformas de terceiros, como o PagSeguro ou PayPal; temos APIs de acompanhamento do pedido on-line e tantas outras possibilidades.

Por trazerem mais recursos tanto para o usuário quanto para a empresa, o número de APIs é considerado pela Visa um indicativo de maturidade de inovação.

Além disso, empresas iniciantes têm um processo demorado de implementação de novas tecnologias em geral. Muitas sequer dispõem de um aplicativo móvel.

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Um time de inovação é uma das marcas de empresas maduras. (Foto via Freepik)

2) Empresas do varejo em desenvolvimento

Nesta fase, a inovação da empresa fica restrita aos setores de TI ou transformação digital. Mas ainda é um desenvolvimento pouco definido e apenas reage ao que acontece no mercado. O maior foco da inovação está nos processos internos, em vez de criar novos produtos ou serviços.

As ideias, quando surgem, são apresentadas aos supervisores diretos, em uma comunicação sempre vertical. Os projetos levam de 8 a 12 meses entre a concepção e o lançamento. São desenvolvidos até 10 projetos anualmente nesses moldes, mas cerca de 30% deles são cópias da concorrência porque empresas do varejo em desenvolvimento ainda são pouco proativas.

Aqui já se estabeleceu uma ou duas parcerias com outras empresas do tipo startup e pode haver APIs externas. Novas tecnologias são adotadas com base na necessidade, mas ao menos ferramentas de análise de dados estão sendo incorporadas.

Apenas uma minoria dos seus consumidores é ativo na navegação móvel.

3) Empresas do varejo intermediárias

Um claro sinal de que a empresa está fazendo da inovação uma das suas bases é que ela tem uma equipe definida para isso, com encontros periódicos com outros setores e líderes da organização. Mais ainda, esse time adota metodologias ágeis de trabalho e possui indicadores de desempenho.

Novas ideias são sugeridas para esse grupo, que leva entre 5 e 7 meses para lançar algo novo, mas pode lançar até 20 soluções por ano.

Essas empresas do varejo têm parcerias com startups e até big techs, com uma comunicação de mão dupla e quase metade de seus APIs abertos externamente, para que outros negócios possam integrar as soluções que ela oferece.

A análise de dados aqui é focada na automação de cada setor e as ferramentas utilizadas por eles são recursos comuns do mercado, disponíveis por empresas que não são necessariamente parceiras específicas do negócio. Isso as torna um pouco menos personalizáveis para a realidade da organização.

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Metodologias ágeis fazem parte de empresas inovadoras. (Foto via Freepik)

4) Empresas do varejo avançadas

As empresas em estágio avançado de inovação têm um time responsável altamente integrado com o resto da organização e autonomia para conectar unidades ou setores específicos com startups para encontrar novas soluções. Seus indicadores de desempenho são bastante claros e o foco está em criar produtos e serviços disruptivos, além de encontrar novos modelos de negócio.

Porém, vale destacar que algumas companhias preferem não ter um time exclusivo para inovação, e sim compartilhar essa atribuição com todos os colaboradores. Para isso, precisam fornecer canais de comunicação, tempo e espaço para eles inovarem.

O uso de metodologias ágeis é generalizado, o que reduz o tempo entre concepção e lançamento para até cinco meses. Empresas do varejo nesse nível podem lançar até 100 ideias por ano.

Isso é possível porque a organização tem canais sempre abertos para a proposta de novas soluções e encoraja os colaboradores a se expressarem.

Elas contam com diversas parcerias estratégicas para desenvolver essas propostas e podem atuar como incubadora de startups para esse fim. Essas startups passam a fazer parte do dia a dia do negócio, cocriando produtos, serviços e fontes de faturamento.

Para completar, empresas do varejo avançadas estão desenvolvendo elas mesmas (ou com o apoio de parceiros) algumas ferramentas para uso no dia a dia de trabalho, com alto nível de customização para suas necessidades. Elas também fazem amplo uso de análise de dados e até de tecnologias como o blockchain.

A maioria dos seus consumidores são digitais e adeptos da navegação móvel. Isso permite que o negócio cresça tanto no mercado de origem quanto em regiões maiores ou diferentes.

5) Empresas maduras ou inovadoras desde o começo

Neste estágio da inovação, algumas empresas já nascem com DNA inovador, inseridas desde o começo no meio digital, enquanto outras foram evoluindo com o tempo. O segundo caso tem um bom exemplo no Magazine Luiza, empresa com mais de 60 anos de mercado.

O foco dessas empresas é resolver as dores do consumidor, tornando a relação com o público e outros negócios cada vez mais fácil, em um processo de melhoria contínua. Todos os colaboradores são responsáveis pela inovação e não devem ter medo de experimentar, propor ideias e trabalhar com diferentes setores para criar soluções integradas. E os decisores dentro da companhia são facilmente alcançáveis para agilizar esse processo.

Essas empresas atuam em conjunto com outras igualmente inovadoras, em diversas áreas, muitas vezes incubando startups para desenvolver projetos fora da curva. Junto a isso, com o amplo uso de metodologias ágeis, elas levam menos de quatro meses para lançar novas criações, com mais de 100 lançamentos anualmente.

Outra marca é que elas usam tecnologias de ponta, como a inteligência artificial com aprendizagem de máquina. Elas também oferecem o que há de mais moderno ao consumidor em termos de pagamento digital, além de experimentar novas fronteiras de entregas via drones, reconhecimento do usuário etc.

Para saber mais sobre as mudanças no varejo e no comportamento do consumidor, não perca o NSC Talks: telas, tendências e transformações de consumo, com exibição gratuita pela internet no dia 24 de junho, às 14 horas.

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