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Vendas

Intenção de compra: maioria do público está cautelosa

19/11/2021

A intenção de compra das famílias catarinenses, após alguns meses de crescimento, tem sentido o impacto da alta dos preços.

Dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) mostram que 88,4% dos consumidores no Estado já buscam formas de contornar os reflexos da inflação, que chegou ao maior patamar em 18 anos (10,67%). Com isso, a intenção de consumo vem se retraindo neste final de 2021. Entre agosto e outubro deste ano, foi registrada uma queda de 1% no índice avaliado pela Federação.

Mas isso não quer dizer que o público deixou de ir às compras. O consumidor catarinense está sim mais cauteloso, pesquisando mais, comparando preços e indo atrás das melhores condições. Portanto, as marcas devem mapear esse cenário para encontrar as oportunidades de venda mesmo em um período desafiador.

Veja a seguir outros dados que explicam melhor a intenção de compra nesse momento.

Consumidor catarinense busca estratégias para economizar

Em resposta aos preços mais altos nas compras do dia a dia, o consumidor catarinense tem procurado diferentes formas de reduzir os gastos.

Como revela a Fecomércio SC:

  • 66% das pessoas estão fazendo pesquisas de preço;
  • 38% diminuíram a compra de algum produto;
  • 30,9% passaram a comer menos fora de casa;
  • 30,5% aproveitam as promoções de variados estabelecimentos;
  • 29,8% têm ido ao mercado com menor frequência.

Nesse sentido, é fundamental que as marcas invistam na comunicação e não tenham receio de mostrar o preço nos anúncios. Se a jornada de compra está mais cautelosa, com os gastos colocados na ponta do lápis, o dever da comunicação é entregar as informações que o consumidor está buscando no momento.

Já mostramos aqui como a televisão, por exemplo, é capaz de ajudar sua marca a vender mais. Mas, além da TV, outros meios populares como a rádio, o jornal e a própria internet são importantes para atrair esse consumidor mais avesso ao risco. É por essa via que os negócios podem atrair o público, pois esperando pela chegada ao ponto de venda já pode ser tarde demais na jornada de compra.

Leia também: Varejo mantém crescimento em 2021, apesar da inflação

Maior cautela para comprar aumenta a disputa pela atenção do consumidor. (Foto via Freepik)

Intenção de compra de bens duráveis 

Se a intenção de compra para os itens básicos está nesse nível, como anda a relação dos catarinenses com os bens duráveis?

A própria Fecomércio SC responde essa questão. Apenas dois em cada dez consumidores do Estado pretendem realizar alguma compra grande no segundo semestre de 2021.

Entre aqueles que pretendem comprar, os itens mais desejados são:

  • carro: 23,7%
  • imóvel: 14,5%

A presença do carro como produto mais cobiçado destaca a paixão — ou dependência — do catarinense pela categoria. Mas não deixa de ser um dado curioso, considerando que 62,5% dos brasileiros diminuíram o uso de veículos particulares por causa do preço dos combustíveis.

Já a presença de imóveis na lista não traz qualquer surpresa. Uma pesquisa da Datastore, realizada entre maio e junho de 2021, apontava que 14,6 milhões de famílias brasileiras desejavam comprar um imóvel em dois anos. Fugir da flutuação do aluguel é uma das razões apontadas por corretores para esse desejo popular.

Outros itens que aparecem na intenção de compra dos catarinenses incluem:

  • smartphone: 14,5%
  • curso: 13,2%
  • moto: 11,8%
  • computador: 9,2%
  • eletrodoméstico ou eletrônico: 6,6%
  • televisão: 5,3%

Ou seja, diferentes segmentos estão na lista de compras dos catarineses.

Leia também: Sebrae/SC e NSC apresentam dicas para micro e pequenos empresários

Entre a reserva financeira e o parcelamento das compras

Os impactos financeiros da pandemia e da alta dos preços tem variado entre diferentes perfis de consumidor. Como consequência disso, também variam as formas como o público lida com os pagamentos.

A parcela dos catarinenses que percebem uma melhora na sua situação financeira têm maiores condições de guardar dinheiro para as compras grandes. Nesse grupo, 40,5% têm uma reserva, enquanto 24,3% pretendem parcelar e 21,6% vão financiar.

O cenário muda um pouco entre aqueles que estão no mesmo nível financeiro que antes. Desses, 40% fizeram um “pé-de-meia”, mas apenas 8% desejam parcelar. O financiamento é escolhido por 28% deles.

Já com relação aos que estão em pior situação agora, a capacidade de guardar dinheiro é reduzida pela metade. Somente 19,2% têm alguma reserva, enquanto 38,5% parcelarão, 15,4% vão financiar e outros 15,4% aguardam um dinheiro extra (maior percentual entre os grupos).

Essas informações são importantes para traçar a melhor estratégia de atração de cada consumidor. Para alguns, o desconto será decisivo. Para outros, as condições de pagamento terão um peso maior na decisão.

Veja outros dados sobre a intenção de compra no estudo da Globo com insights sobre as festas de final de ano. Aproveite e baixe gratuitamente!


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