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Efeito cocooning: o encasulamento como novo normal

21/05/2020

O impacto da pandemia de Covid-19 insere ou acelera algumas tendências de consumo e comportamento em nosso cotidiano. Uma que você provavelmente ouvirá bastante daqui para a frente é o efeito cocooning, ou encasulamento.

Já sabe do que se trata ou como ela afeta o mundo à nossa volta? Descubra adiante.

O que é cocooning?

Cocooning é um conceito do inglês, traduzido como encasulamento (envolver-se em casulo). Ele significa o efeito de as pessoas se recolherem em casa, reduzindo as atividades realizadas na rua.

Celia Rodríguez, gerente de insights de mercado da Nielsen Iberia, definiu esse encasulamento como “a tendência de fazer de nossas casas uma fortaleza”. Essa definição foi dada em fevereiro deste ano, durante uma conferência de tendências do consumidor para 2020, realizada na Espanha. O destaque foi feito antes mesmo de entrar em vigor a quarentena por causa do novo coronavírus no país ibérico.

A definição de cocooning, na verdade, surgiu no início da década de 80. Ela procurava explicar o comportamento dos consumidores nos Estados Unidos diante dos receios da Guerra Fria. A ameaça de um conflito nuclear com a então União Soviética, após a invasão desta ao Afeganistão e boicotes das duas nações às respectivas Olimpíadas de que foram sede, fez o público estadunidense recolher-se na proteção do lar.

Então, um movimento similar foi visto na receção dos anos 90. Cocooning também foi uma das previsões da JWT para o mercado dos Estados Unidos após a crise econômica de 2008.

No Brasil, um dos principais fatores que contribuíram para o encasulamento das pessoas em seus lares é a violência urbana. Na construção civil, projetos de condomínios autossuficientes foram popularizados em meio a esse desejo de reduzir a necessidade de locomoção pelas cidades.

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Cocooning 2.0 ou encapsulamento 2.0

O que, então, a pandemia de Covid-19 traz de diferente ao efeito cocooning?

Em primeiro lugar, desta vez o mundo inteiro está passando por esse processo ao mesmo tempo. Isso é novo. Mas podemos apontar também que o elemento “facilidade” agora se junta à busca por proteção e economia.

A MIDiA Research, empresa de insights de mídia do Reino Unido, destaca esse fator com relação à indústria de conteúdo. “A diferença entre agora e a última recessão econômica é que os serviços de conteúdo digital cresceram grandemente. O encasulamento é, portanto, uma perspectiva ainda mais atraente.”

De fato, dados da Nielsen mostram que o maior tempo passado em casa pode levar a um aumento de 60% no conteúdo de mídia consumido, especialmente no caso da televisão. Mas podemos dizer que a mesma facilidade se estende a trabalho, educação e serviços diversos do dia a dia. Comparado com a crise de 2008, encasular-se tornou-se uma opção cada vez mais viável.

O mundo em 2008:

  • A Netflix tinha o serviço de streaming há apenas um ano e dependia principalmente de DVDs.
  • O Dropbox, um dos serviços mais populares de armazenamento na nuvem, também só existia há um ano.
  • Slack, Zoom e outras ferramentas digitais que facilitam o trabalho remoto só apareceriam depois.
  • O primeiro banco 100% digital no Brasil ainda levaria alguns anos para entrar em atividade.

Diante dessa mudança, é possível que não vejamos um retorno imediato ao estado das coisas no pós-Covid-19, mas a aceleração para um novo normal que já estava em andamento.

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A casa pode ser o casulo para uma vida mais segura, prática e confortável. (Foto via Freepik)

Impacto sobre o mercado de trabalho

O efeito cocooning tem repercussões claras sobre o mercado de trabalho e de consumo. A primeira delas é a que estamos vendo com o home office. Ele deixou de ser uma opção ou um diferencial das empresas para se tornar a norma deste momento.

Muitos negócios que ainda estavam receosos de adotar esse sistema de trabalho, quando já era perfeitamente possível, perceberão aí algumas vantagens. Por um lado, o investimento em espaço físico é menor; por outro, os colaboradores não perdem tempo com deslocamento e, assim, podem ter mais qualidade de vida.

Essa capacidade de otimizar recursos e tempo será fundamental para as empresas se adaptarem mais rapidamente ao comportamento do consumidor e investirem no que é preciso para crescer.

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Impacto sobre o mercado de consumo

Com essa experiência, o consumidor está descobrindo novos serviços que antes não havia testado pela internet. Está comprando itens on-line pela primeira vez. Está fazendo aquele curso à distância que até então não tivera folga na agenda para começar. Está se dedicando muito mais às práticas de “faça você mesmo”, desenvolvendo novos hobbies.

A praticidade dos serviços digitais, que é a marca do encasulamento 2.0, continuará valendo após a pandemia, tendo conquistado muitos novos adeptos. Logo, será esperado um rol de produtos cada vez maior entregue na porta de casa, desde os clubes de assinatura o mais variados até automóveis. Boa usabilidade on-line e conteúdos envolventes da marca finalmente serão percebidos pelas empresas como tão importantes para as vendas quanto a localização da loja física.

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