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Economia

Serra Catarinense recebe reforços na economia

09/07/2021

Temperaturas abaixo de zero, dias de neve e a paisagem coberta de branco até além da vista. A temporada mais fria do ano é também o período em que se aquece a economia da Serra Catarinense, com o estímulo do turismo de inverno no Estado.

Foi justamente esse turismo, tão importante para a economia serrana, o que menos perdeu com a pandemia entre as demais regiões de Santa Catarina. Como apontou Renato Igor em sua coluna, o desempenho em 2020 foi até melhor que em 2019.

As notícias são ainda mais promissoras para esta alta temporada na Serra. A vacinação contra o novo coronavírus vem avançando no País, foram baixadas as regras que limitavam a taxa de ocupação de hotéis e pontos turísticos, e o turismo nacional e local tende a permanecer em alta até 2022.

Descubra aqui mais boas notícias da Serra para acompanhar.

Frio antecipa temporada de turismo na Serra Catarinense

O frio chegou cedo à Serra Catarinense em 2021. Na última semana de abril, os termômetros já registravam temperaturas negativas em Urupema.

Essa foi a abertura da alta temporada no turismo serrano no próprio município de Urupema, Urubici, São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino e demais localidades no entorno. Tanto que no final de semana que antecedeu o Dia do Trabalhador, em 1º maio, a taxa de ocupação da rede hoteleira da Serra Catarinense ficou em 90%.

No feriado de Corpus Christi, em meados de junho, a lotação chegou a 100%. A região conta com mais de 9 mil leitos disponíveis para receber visitantes de todas as partes do Brasil em busca do frio, de uma experiência enogastronômica inesquecível, de paisagens encantadoras e até da prática de esportes radicais.

A avaliação de Ana Vieira, secretária-executiva do Conselho de Turismo da Serra Catarinense, é de que o momento do setor é bastante favorável. Milhares de turistas ainda são esperados para o turismo de inverno em Santa Catarina

Leia também: Os resultados positivos da economia catarinense em 2021

Neve é um dos atrativos da Serra em Santa Catarina. (Foto via Freepik)

Economia da Serra Catarinense ganha produtos registrados

As baixas temperaturas não são boas apenas para o turismo. O frio também é importante para outra base da economia na Serra: a produção de maçã e uva.

São Joaquim, por exemplo, conta com 1 mil a 1,4 mil horas de frio por ano. Isso é muito mais que o necessário para o cultivo da maçã (que precisa de até 800 horas de frio) e das uvas para vinhos finos (até 400 horas de temperatura abaixo dos 7,2 graus). Essa condição climática somada à altitude da região, ao solo favorável e aos investimentos na qualificação da produção criam o ambiente perfeito para produtos de excelência.

Como prova disso, os vinhos de altitude de Santa Catarina receberam em junho de 2021 o selo de Indicação de Procedência. O registro é feito pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e vale para vinhos finos, vinhos nobres, vinhos licorosos, espumante natural, vinho moscatel e o brandy produzidos em Santa Catarina.

O registro vem reconhecer a qualidade dos mais de 300 hectares de cultivo de uvas na Serra Catarinense, que geram 1 milhão de garrafas por ano.

O próximo produto com registro de indicação geográfica em Santa Catarina pode ser o mel de canudo-de-pito, que já foi reconhecido como o melhor e mais doce mel do mundo. Entre os mais de 100 tipos de méis desenvolvidos no Estado, este é uma iguaria única.

Entretanto, a economia da Serra Catarinense também caminha para a diversidade do agronegócio. O Governo do Estado, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), vem investindo na produção de cereais de inverno, como aveia, trigo, triticale, centeio e cevada, para abastecer a pecuária realizada em território estadual.

Outra aposta é a produção de lúpulo na Serra, que conta com o apoio da Cervejaria Ambev e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Leia também: Santa Catarina é um gigante do agronegócio no Brasil

Novos projetos para ampliar o turismo da Serra em Santa Catarina

A estrutura dos municípios da Serra vem ganhando reforços para o desenvolvimento econômico da região.

Urupema tem o projeto de um novo complexo turístico, que contará com uma rua coberta, a revitalização do contorno da Igreja Matriz e um passeio junto à Praça Central, entre outras atrações turísticas.

São Joaquim, por sua vez, tem em vista pavimentar com asfalto as suas rotas de vinho. As obras de infraestrutura devem aumentar ainda mais o fluxo de turistas pelo município.

Bom Retiro e outras localidades têm seus próprios planos de desenvolvimento encaminhados.

Por fim, mais uma boa notícia para o turismo da Serra Catarinense é a retomada dos voos comerciais entre a região e São Paulo, que deve ocorrer no segundo semestre de 2021. A rota será entre o Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto, e o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, Estado de São Paulo.

O terminal localizado na Serra de Santa Catarina tem recebido investimentos na casa de R$ 1,25 milhão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para melhoria da infraestrutura. Essa conexão direta com o Sudeste, que deve ficar a cargo da Azul, promete atrair ainda mais pessoas para movimentar a economia serrana.

Veja mais notícias e dados sobre a situação de Santa Catarina na seção Conheça SC.


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