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Como acompanhar as mudanças no comportamento do público

12/09/2018

Em tempos de mudanças rápidas, acompanhar o consumidor e prever tendências de comportamento é o desafio das marcas.

Quando o Snapchat reformulou sua interface em fevereiro e foi criticado pela reality star Kylie Jenner, suas ações caíram significativamente. Meses depois, o mundo inteiro acompanhou a polêmica envolvendo o Facebook e seus controversos termos de privacidade. Enquanto os usuários se recuperavam do choque que abalou dois grandes nomes do Vale do Silício, a dúvida que pairava entre os anunciantes era: para onde vai o meu consumidor?

Novos aplicativos e redes sociais são lançados diariamente, todos com o intuito de conquistar um espaço de influência entre os usuários. As plataformas consolidadas, como as citadas no início da matéria e tantas outras (Instagram, Pinterest e Twitter, para citar algumas), também passam por atualizações frequentes. Isso é um desafio para as marcas que anunciam e utilizam esses canais, visto que as modificações no algoritmo dificultam o cumprimento de uma estratégia em longo prazo. Empresas e agências de comunicação percebem a necessidade de manter um grupo de novos profissionais afiados para observar o movimento das mídias e adaptar a rota a cada variação.

Entenda porque estratégias de comunicação são essenciais para o sucesso da marca.

Com tanto investimento em um território incerto, não é à toa que muitas marcas desistam de acompanhar seu público a cada nova febre digital. No entanto, os especialistas na área aconselham o contrário, pois manter o consumidor por perto é algo que ele próprio passou a esperar das corporações.

Os millennials, mas principalmente a Geração Z, estão descrentes do cenário político e focam no poder das marcas para transformar o mundo, para torná-lo mais justo. Com isso, o público começa a exigir mais. É quase como se “votasse” nas marcas com o seu dinheiro – afirma Andrea Bisker, head no Brasil do bureau de tendências Stylus.

Se seguir o usuário é o nome do jogo, como mapear a sua jornada? Compreender como o consumidor se comporta é o primeiro passo. Antes de determinar o canal para se comunicar, é preciso focar no porquê.

Tendências de comportamento

Em um mundo dominado por telas, a tecnologia é um caminho sem volta. Mais do que encontrar o comprador no ambiente virtual e promover campanhas nas redes sociais, as empresas precisam estar atentas a como as pessoas dialogam nesse universo para conversar de forma nivelada.

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Uma das previsões é que as marcas falarão com nossos avatares, com nossos assistentes digitais. Os bots serão sofisticados a ponto de fazerem as escolhas de produtos por nós e comprá-los. Então, as empresas devem guiar o marketing para montar estratégias também para o meu secretário virtual – explica Bisker, que usa o caso do Google Duplex como exemplo.

O vídeo da apresentação desse recurso viralizou ao mostrar como o bot foi capaz de compreender as nuances da uma conversa real para agendar, com naturalidade, um horário no cabeleireiro e uma reserva em um restaurante. Sem data de lançamento prevista, os executivos do Google sentem a responsabilidade do projeto e contam com o retorno do público para saber até que ponto avançar.

Ainda assim, é inegável que as pessoas hoje apostam na tecnologia para facilitar a vida. O online foi projetado para economizar tempo, o que proporciona ao público momentos livres para buscar novas formas de entretenimento.

Ao mesmo tempo em que existe a dependência, há uma fadiga digital gigantesca que faz com que as pessoas queiram fugir – argumenta a pesquisadora de tendências.

Segundo Bisker, a humanização é um forte anseio que permeia públicos de todas as idades. O escapismo do virtual pode ocorrer na forma de retiros e meditação, ou até mesmo por meio de esportes radicais, que oferecem a dose de adrenalina pouco suprida no dia a dia.

O fato de estar completamente conectado gera o comportamento ao contrário, ora na busca por emoção, ora na desconexão. São duas vertentes que evocam voltar a se sentir como um humano – explica Bisker.

Ao perceber esse movimento, as marcas já começaram a investir em experiências que vão além do digital. A Perrier, patrocinadora do Torneio de Roland Garros, instalou uma tirolesa na Torre Eiffel e convidou os torcedores a participar gratuitamente na edição de 2017. Os aventureiros percorreram 800 metros a 90 km/h, velocidade similar com a da bola de tênis em jogo.

Seja na tela de um computador, seja no espaço a seu redor, marcar presença no cotidiano do consumidor é a regra para mantê-lo fidelizado. Isso nem sempre precisa vir acompanhado de um grande investimento – basta identificar o que a empresa pode oferecer de relevante para que se inicie um diálogo.

Tudo que as pessoas querem hoje é olho no olho, é abraço. A grande tendência é voltar a ter esse contato humano – garante Bisker.

Saiba mais sobre conexões emocionais e como conquistar embaixadores para sua marca.


Luisa Wink

Luisa Wink

Produtora de Conteúdo do Estúdio NSC Branded Content

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