Finaneiro

A corrida pelo mercado de crédito na pandemia

As finanças do brasileiro estiveram em foco neste 2020. Em parte, pelo impacto econômico da pandemia. Mas, por outro lado, foi um ano decisivo para o setor financeiro, em especial para o mercado de crédito, tanto nas instituições tradicionais quanto em fintechs.

Nesse período, não só o comportamento de consumo mudou, como também a própria forma de o público se relacionar com o dinheiro, o que deve ter reflexos inclusive no pós-pandemia. Para compreender melhor esse cenário, vamos analisar alguns dados reunidos pela Globo em estudo interno, além de outras pesquisas de mercado. Acompanhe.

Situação financeira do brasileiro

A preocupação do brasileiro com as finanças aumentou. Em primeiro lugar, com a situação presente. Economizar foi a palavra de ordem ao longo dos últimos meses, enquanto o consumo focou-se em itens essenciais.

Não há como negar o impacto econômico da pandemia. Mesmo com a contenção de gastos, os percentuais de famílias endividadas e inadimplentes são maiores ao fim de 2020 do que eram no mesmo período do ano anterior, como revelam dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A intenção de consumo das famílias também está abaixo do que era em 2019, apesar de o índice registrar o terceiro aumento mensal consecutivo entre outubro e novembro deste ano.

Mas a crise deixa algumas lições para o longo prazo. Informações levantadas pela Globo mostram que 60% dos consumidores declaram a necessidade de serem mais proativos sobre seu planejamento e segurança financeira para o futuro. Além disso, 90% deles afirmam que a pandemia os fez repensar a forma como administram seu dinheiro.

Um reflexo disso é que o brasileiro será mais exigente com relação às instituições do setor financeiro em que confiará suas finanças.

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Consumidores e empresas tiveram de colocar ainda as finanças na ponta do lápis em 2020. (Foto via Freepik)

A busca pelo mercado de crédito

O mercado de crédito, no atual cenário, foi um dos serviços financeiros mais procurados tanto por consumidores quanto por negócios. Neste último caso, tem sido um quesito de sobrevivência para muitas pequenas empresas.

De acordo com a oitava edição do levantamento “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizado pelo Sebrae, 74% das empresas desse porte tiveram redução no faturamento mensal por causa da pandemia. Para compensar as perdas, 50% dos pequenos negócios no Brasil procuraram o mercado de crédito de longo prazo, ou seja, empréstimos de instituições financeiras. No entanto, apenas 31% dos empreendedores que buscaram por essa solução de fato obtiveram uma resposta favorável.

Por outro lado, o crédito de curto prazo para o consumidor é igualmente importante no cenário econômico da pandemia. Como apontamos em outras ocasiões, as compras pela internet foram alavancadas nos últimos meses e, no e-commerce, 64% das transações ocorrem via crédito, segundo pesquisa da Neotrust.

Essa maior busca nas duas frentes pelo mercado de crédito tem diversificado as ofertas de soluções no setor financeiro. Temos fintechs como a Neon entrando nesse campo, o MercadoLivre passando a oferecer crédito e não podemos nos esquecer da presença dos bancos cooperativos nessa área. Eles estão muito mais próximos do pequeno empreendedor local do que os grandes bancos privados, inclusive com uma taxa de liberação de crédito quase três vezes maior para esse público, como revela o Sebrae.

Então, apesar de o público ter uma confiança maior nas instituições mais tradicionais, outras empresas podem conquistar novos clientes ao atender quem passa despercebido pelos grandes bancos.

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Setor financeiro cresce na pandemia

Todo esse holofote sobre as instituições financeiras, tanto tradicionais como as novas fintechs, foi bem aproveitado para o fortalecimento das marcas envolvidas. E não podemos falar de fortalecimento de marca sem comunicação.

Nas emissoras de TV afiliadas da Globo na região Sul, como a NSC TV, houve um aumento de 11,7% no investimento em anúncios das instituições do mercado financeiro. Já no ambiente digital dessas mesmas afiliadas o investimento cresceu ainda mais: 270%.

Essa comunicação deu-se principalmente em duas vertentes. Uma, na divulgação de serviços úteis para a situação econômica do brasileiro em meio à crise. Outra, divulgando as ações dessas instituições em prol da sociedade.

A preocupação com o social foi vista favoravelmente pelo consumidor. Em uma pesquisa do Grupo Croma sobre as marcas mais lembradas no início da pandemia, figuravam seis nomes do setor financeiro entre os 20 em maior destaque. Além disso, 34% dos brasileiros apontavam que a imagem dos bancos sairia melhor por causa das medidas em resposta à crise, sendo esse o maior índice entre o setor privado.

Para saber agora como divulgar sua marca e aumentar a lembrança do público, confira o nosso e-book com as soluções da NSC para todos os momentos da sua comunicação.



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