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Setor de móveis e madeira cresce em SC, mas vê desafios

15/10/2021

Santa Catarina vem quebrando sucessivos recordes de exportação em 2021. No mês de setembro, o valor exportado chegou a 973,4 milhões de dólares, um crescimento de 21,1% na comparação com setembro do ano anterior. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que apurou os dados, esse foi o maior desempenho registrado desde o começo da série histórica em 1997.

Nesse contexto, o setor de móveis e madeira tem uma grande participação nas exportações do Estado. Dados que constam no Observatório FIESC mostram que o setor foi responsável por 16,8% das exportações da indústria catarinense em 2020. Em valor, isso significa 1,2 bilhão de dólares.

Agora, durante a pandemia, o mercado moveleiro esteve aquecido e se desenvolveu. Mas especialistas preveem alguns desafios para continuar crescendo. Entenda a seguir.

Dados do setor de móveis e madeira em SC

Em 2019, o setor contava com 5.202 estabelecimentos e 67.041 trabalhadores no Estado, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais. A região de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre destaca-se com a maior quantidade de empresas moveleiras em Santa Catarina, enquanto o Oeste surge como segundo maior polo catarinense de fabricação de móveis.

Essa região de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre é responsável por 52% das exportações de móveis de Santa Catarina e 18% do Brasil, como aponta o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil). Esse é um dado relevante, porque o Brasil como um todo é o maior produtor e o maior exportador do setor moveleiro no mundo.

Já em termos de distribuição de empregos, Caçador é o município que mais emprega no setor de móveis e madeira em Santa Catarina. De acordo com a RAIS, em 2019 eram 5.603 postos na localidade. São Bento do Sul vem em segundo lugar, com 5.207 vagas.

Em um sentido mais amplo de produtos florestais, o Governo de Santa Catarina ressalta que o Estado é o maior produtor e exportador de madeira serrada no País. Essa indústria florestal gera 90 mil empregos diretos em terras catarinenses.

Leia também: Os setores que mais empregam na indústria catarinense

Ficar em casa aqueceu a demanda pelo setor moveleiro de Santa Catarina. (Foto via Freepik)

Indústria moveleira catarinense cresce na pandemia 

O encasulamento das pessoas durante a pandemia estimulou um comportamento de consumo próprio. Nesse sentido, a Kantar IBOPE Media revela que 42% dos usuários de internet no Brasil aumentaram os gastos com melhorias para o lar em 2020.

O reflexo imediato desse fenômeno é que a venda de móveis aumentou 11,9% no Brasil nesse primeiro ano de pandemia. Como aponta a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, esse foi o segmento que mais avançou em volume de vendas em 2020 no País.

Por outro lado, a escassez de matéria-prima e os períodos de restrição por causa da pandemia foram entraves à produção nacional. Mas o setor moveleiro de Santa Catarina soube administrar melhor as dificuldades desse cenário.

Também de acordo com o IBGE, a produção industrial de móveis no Estado teve uma alta de 2,4% em 2020. Enquanto isso, a indústria moveleira nacional registrou queda de 3,8%. Ainda mais grave foi o recuo da indústria geral, de 4,5%.

Esse bom desempenho do setor de madeira e móveis em Santa Catarina, puxado também pelas exportações, acelerou a criação de empregos no Estado. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o setor catarinense criou 5.026 postos de trabalho em 2020.

Os números positivos continuam em 2021. No primeiro semestre, a exportação de móveis por Santa Catarina teve um aumento de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas alcançaram o valor de 167,1 milhões de dólares. 

Leia também: Um novo olhar sobre o mercado de casa e decoração

O desafio da matéria-prima para o setor moveleiro

A falta de matérias-primas foi uma preocupação geral da indústria brasileira em 2020. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria destaca que 68% das empresas entrevistadas no País tiveram dificuldade de encontrar insumos no mercado doméstico no segundo semestre de 2020. Entre as que importam, 56% relataram o mesmo problema.

Mas o setor moveleiro de Santa Catarina tem um agravante nesse aspecto: a falta de matéria-prima não pode ser resolvida em pouco tempo.

— Nossa matéria-prima não se planta hoje e amanhã podemos usar. Ela tem seu tempo de crescimento de no mínimo 15 anos para ser utilizada na fabricação de móveis — explica Arnaldo Huebl, presidente da Câmara do Mobiliário da FIESC.

Além disso, nos últimos cinco anos o setor vem perdendo espaço para o plantio de árvores. As terras agora vêm sendo destinadas ao cultivo de soja, milho e pastagem.

Para avançar no longo prazo, o setor moveleiro de Santa Catarina discute soluções entre o poder público e a iniciativa privada. Entre essas medidas, o diretor de Inovação e Competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, salienta a necessidade de “ampliar a produção em pequenas propriedades, criar instrumentos financeiros para estimular o cultivo e a gestão de florestas, além de investimento em tecnologia para o estudo de mudas e espécies adequadas ao solo e clima do Estado”.

Confira os números e os fatos recentes de outros setores da economia catarinense em Conheça SC.


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