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Economia

Comércio catarinense supera inflação no primeiro trimestre

03/06/2022

Em 2022, o maior desafio do comércio catarinense não é mais a pandemia, mas a alta de preços que corrói o poder de compra do consumidor. Até abril deste ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para medir a inflação, alcançou 12,13% no acumulado de 12 meses.

No entanto, nem esse cenário pôde deter o comércio em Santa Catarina. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o setor cresceu 1,8% no volume de vendas durante o primeiro trimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou acima da média nacional, de 1,3%. Considerando o acumulado de 12 até março deste ano, então o crescimento estadual foi de 1,6%.

A seguir, veja mais dados sobre o desempenho do varejo no Estado agora em 2022.

Varejo em Santa Catarina tem saldo positivo em março

Em relação a fevereiro, os dados do IBGE revelam que Santa Catarina teve uma alta de 1,3% no volume de vendas do comércio varejista restrito no mês de março. Enquanto isso, no varejo ampliado, o crescimento foi bem mais sutil, de apenas 0,1%. Em compensação, o acumulado do trimestre no varejo ampliado foi 6,8% maior do que nos três primeiros meses de 2021.

Mas o avanço do varejo catarinense está longe de ser uniforme entre todos os segmentos. Em uma ponta temos categorias como “tecidos, vestuário e calçados” e “veículos, motocicletas, partes e peças”, que cresceram 20,3% em março frente ao mês anterior. Na outra, os eletrodomésticos registraram queda de 7,7% no período.

Outras categorias que tiveram recuo no mês de março foram hipermercados e supermercados (-1,2%) e materiais de construção (-0,4%).

Por outro lado, foi um momento de grande crescimento no volume de vendas para livros, jornais, revistas e papelaria (28,4%), combustíveis e lubrificantes (12,8%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4%).

Considerando o trimestre como um todo, apenas os eletrodomésticos (-9,3%) tiveram uma queda acentuada em comparação com o mesmo período do ano anterior. Materiais de construção apresentaram uma perda mais reduzida, de 1,2%. Até a categoria de hipermercados e supermercados, que fechou março no vermelho, manteve-se com ligeira alta no trimestre (0,2%). Os dados são da Fecomércio SC.

Leia também: EXPOSUPER 2022 deve gerar negócios para supermercadistas

Supermercados e hipermercados estão entre as categorias com maior impacto da inflação. (Foto via Freepik)

Empregos no comércio catarinense

Março também foi um mês positivo para a geração de emprego no comércio catarinense. Ao total, foram 30,2 mil admissões no setor em Santa Catarina, contra 29,6 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 651 postos de trabalho.

Em fevereiro, o saldo havia sido igualmente positivo, com 1.310 novas vagas no comércio em Santa Catarina.

No entanto, o movimento ainda foi o suficiente para repor a perda sazonal de empregos de janeiro, após a Black Friday e o Natal. Com isso, o varejo catarinense teve um recuo de 897 vagas de trabalho no primeiro trimestre de 2022.

Nesses primeiros três meses do ano, o varejo por atacado foi o que mais abriu oportunidades, com saldo de 2.525 vagas criadas. Ele foi seguido pelo comércio e reparação de veículos (1.129) e por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (473). Na outra ponta aparecem as categorias de equipamentos de informática, comunicação e artigos de uso doméstico (-651), artigos de vestuário e acessórios, calçados, joias e relógios (-1.988) e hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2.408).

Leia também: Santa Catarina tem 2º melhor saldo de empregos no Brasil

Dia dos Namorados aquece a varejo catarinense

É importante destacar que os dados até aqui não refletem as vendas em importantes datas comerciais do varejo catarinense. Os números da Páscoa, do Dia das Mães e agora do Dia dos Namorados devem melhorar o panorama do comércio no Estado neste segundo semestre.

Falando em Dia dos Namorados, de acordo com uma pesquisa da Fecomércio SC, os apaixonados devem gastar, em média, R$ 143,77 em produtos e serviços com a data. Mas o resultado final ainda pode surpreender. No Dia das Mães, por exemplo, o público tinha a expectativa de um ticket médio de R$ 196,64, enquanto o pós-evento registrou uma venda média de R$ 291,64.

Mesmo diante do impacto da inflação, o comércio catarinense vai assim enfrentando a crise e conquistando bons resultados. Continue acompanhando a economia de Santa Catarina com as últimas notícias de Conheça SC.


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