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Páginas AMP: o que são as Accelerated Mobile Pages?

15/06/2022

Os brasileiros já passam mais tempo conectados por dispositivos móveis do que via computadores. De acordo com o relatório Digital 2022: Brazil, de We Are Social e Hootsuite, a navegação móvel ocupa 52,5% do tempo gasto na internet entre os usuários do País.

A App Annie, por meio do State of Mobile 2022, ainda revela que os brasileiros passam 5,4 horas por dia, em média, acessando a internet por celulares e tablets. Isso coloca o Brasil como líder em navegação móvel no mundo.

Mas essa não é uma realidade apenas daqui. Nos dez mercados internacionais que mais passam tempo nesse tipo de conexão, a média diária é de 4 horas e 48 minutos.

Então, é natural que o buscador mais usado em todo o mundo priorize a experiência na navegação móvel. É aí que entra a importância do conteúdo AMP. Você sabe o que é? Se não, descubra adiante!

O que é AMP (Accelerated Mobile Page)?

Em português, AMP significa “páginas aceleradas para dispositivos móveis”. A ideia foi apresentada em 2015 por grandes empresas da internet, entre elas o próprio Google.

Esse é um projeto de código aberto que busca acelerar o carregamento de páginas multimídia em smartphones e tablets. A abertura de sites nesses dispositivos passa a ser quase instantânea, considerando já as velocidades de navegação mais limitadas que eles dispõem, como na conexão 3G.

Para conseguir isso, as páginas AMP têm uma arquitetura de código simplificada. O código em si é otimizado para reduzir o tempo de carregamento, mas também é mais restrito. Ou seja, o foco está na usabilidade e não no design mais elaborado ou nas funcionalidades mais avançadas de um site.

As páginas AMP são construídas a partir de blocos de código fornecidos pelo Projeto AMP. Esses componentes, por sua vez, podem ser personalizados pelo CSS (mecanismo para adicionar estilos a uma página).

A arquitetura da página então envolve três partes:

  • AMP HTML: versão otimizada do código HTML, mais restrito, de acordo com os parâmetros do Projeto.
  • AMP JS: uma estrutura de código em JavaScript com foco na navegação móvel e carregamento assíncrono. Isso quer dizer que diferentes seções do conteúdo AMP serão carregadas em tempos variados, conforme a visualização do usuário.
  • Google AMP Cache: permite armazenar as páginas AMP em cache nos servidores do Google para carregá-las mais rapidamente.

A princípio, o conteúdo AMP é especialmente útil para páginas de notícias, blogs e artigos. Mas também pode ser interessante no e-commerce, já que uma melhora de apenas 0,1 segundo na loja virtual pode levar a um aumento de 8,4% nas conversões on-line, de acordo com a Deloitte.

Ainda vale destacar que as páginas AMP podem ser visualizadas em todos os tipos de dispositivos, apesar do maior favorecimento à navegação móvel.

Leia também: Brasil lidera acesso à internet pelo celular no mundo

Páginas AMP podem ser visualizadas em diferentes dispositivos. (Foto via Freepik)

Uma versão alternativa do seu site

Um ponto importante para entender o que é AMP refere-se ao fato de que as páginas AMP são versões alternativas das páginas do site. Ou seja, os dispositivos móveis têm sua própria versão do site, geralmente assinalada com “amp.exemplo.com/” ou “exemplo.com/amp”.

Isso, no entanto, pode levar a um problema de SEO, pois os conteúdos acabam duplicados. Para evitar essa situação, é preciso incluir uma tag canônica na versão AMP, que mostrará ao Google a relação entre a URL canônica e a alternativa.

É possível criar páginas AMP em ferramentas de gestão de conteúdo como o WordPress, mas o mais recomendável é contar com o apoio de um desenvolvedor. Isso porque elas precisam ser validadas seguindo as diretrizes da AMP. Você pode fazer o teste das suas páginas em Teste de AMP

Leia também: E-commerce: veja os canais que atraem o consumidor digital

Relação entre páginas AMP e experiência de navegação móvel

Ainda vale ressaltar que AMP não é um critério de SEO, ou otimização das buscas. No entanto, o Projeto revela que domínios com AMP têm cinco vezes mais chances de passar nos Core Web Vitals, conjunto de métricas do Google para avaliar a experiência dos usuários. E sabemos como o buscador dá atenção a essa experiência para a entrega dos resultados.

O próprio Google mostra como a redução no tempo de carregamento pode ser positiva para as empresas. Uma pesquisa apontou que 53% das visitas são abandonadas se o site móvel leva mais de três segundos para carregar. Porém, em 2017, o tempo médio de carregamento era de 22 segundos nos dispositivos móveis.

Além disso, quando o tempo aumenta de um para três segundos, a probabilidade de o visitante abandonar a página aumenta 32%.

Portanto, apesar da estrutura mais rígida das páginas AMP, o ganho em rapidez de carregamento pode trazer um melhor resultado para as empresas na internet.

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