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O significado de ESG para as empresas responsáveis

02/09/2021

O mundo corporativo tem uma linguagem própria e costuma surgir com termos que, de repente, começam a aparecer em toda parte.

Se você tem lido sobre esse meio, deve ter percebido que as mesmas três letras têm aparecido com cada vez mais frequência em diferentes publicações: ESG. O significado de ESG tem despertado a curiosidade de tal modo que as buscas por isso no Google cresceram 1.300% em cinco anos — é o que revelam dados do Google Trends.

O conceito também vem crescendo em meio ao público geral. Segundo a Kantar IBOPE Media, 95,2% das pessoas da Região Sul já dizem concordar com as práticas de ESG.

Então, se você ainda não sabe o que é ESG, está na hora de descobrir.

O que é ESG? Introdução e origem do conceito

A origem do termo ESG data de 2005. Começou com uma iniciativa de Kofi Annan, então Secretário Geral da ONU, que em 2004 convidou 50 CEOs de grandes instituições financeiras para se juntarem ao esforço de outras organizações internacionais para integrar melhores práticas de negócios ao mercado de capitais.

Um ano depois, tal ação produziu o relatório Who Cares Wins (Ganha quem se importa, em tradução literal), escrito por Ivo Knoepfel. Nesse relatório então apareceu a agora famosa sigla ESG.

Mas o que significa ESG? Em inglês quer dizer “Environmental, Social, and Governance” e refere-se a fatores ecológicos ou ambientais, sociais e de governança corporativa que devem ser usados na avaliação de investimentos. O argumento é que esses fatores ou conjunto de boas práticas levam a mercados mais sustentáveis, melhores resultados para a sociedade e também ajuda nos negócios.

ESG procura olhar como as empresas:

  • respondem às mudanças climáticas;
  • constroem confiança e impulsionam a inovação;
  • cuidam dos seus colaboradores;
  • gerenciam sua cadeia de suprimentos.

Esses critérios podem ser usados para avaliar o risco de se investir em um negócio. Por exemplo, permite que os investidores antecipem o risco de uma empresa causar um desastre ambiental ou estar envolvida em um escândalo de reputação.

Como ESG trata de aspectos não tangíveis na vida de uma organização e o conceito ainda está se popularizando, não existe uma forma padrão de avaliar a aplicação dessas práticas. Investidores podem usar diferentes tipos de métricas e análises para auxiliar nas decisões.

Para Delton Batista, fundador e CEO da aceleradora de negócios 8R e presidente do LIDE Santa Catarina, a adesão ao ESG “faz com que as empresas vejam seu resultado além das métricas de desempenho operacional e financeiro, agregando seus valores, propósito e impacto em um sentido mais amplo, tornando-se o novo indicador de sucesso de líderes e dos negócios”.

Leia também: ESG: A agenda dos líderes empresariais da nova economia

ESG significa um conjunto de fatores ecológicos, sociais e de governança para avaliação de negócios. (Imagem via Freepik)

Os pilares de ESG: práticas Ecológicas, Sociais e de Governança

Embora o conceito de ESG tenha surgido no contexto de investimentos, ele está diretamente relacionado à percepção do público sobre as empresas.

Por exemplo, em uma pesquisa de Google Trends, 75% das pessoas responderam que estão mais propícias a consumir de uma marca que apoia alguma causa em que elas acreditam. E 71% afirmaram que as práticas ambientais de um negócio são mais importantes que os próprios preços.

Então, vamos aprofundar esses três pilares de ESG e explicar o que o público está observando em cada um deles.

Práticas Ecológicas ou ambientais

Este fator trata da conservação do meio ambiente. Envolve as diferentes formas como uma empresa procura reduzir e administrar o impacto de sua operação. Sustentabilidade é a palavra-chave aqui, procurando-se ter uma maior eficiência energética, um descarte mais cuidadoso de rejeitos e preservando-se a biodiversidade.

As questões ambientais dizem respeito:

  • às mudanças climáticas e emissões de carbono;
  • à poluição da água e do ar;
  • à falta de água;
  • ao desmatamento;
  • entre outros quesitos.

Práticas sociais

O aspecto social abrange, em primeiro lugar, a comunidade em que a empresa está inserida. Aqui entram o apoio a causas sociais, como o projeto Termômetro Solidário em Santa Catarina, a defesa dos direitos humanos e a busca por uma sociedade mais justa e igualitária.

Depois, mais especificamente, refere-se à relação com clientes e parceiros de negócios. A proteção de dados é um dos tópicos mais sensíveis nesse contexto.

São parte das práticas sociais:

  • relações com a comunidade;
  • satisfação dos clientes;
  • proteção de dados e privacidade;
  • apoio a causas sociais;
  • boas práticas trabalhistas;
  • entre outras posturas.

Leia também: Termômetro Solidário mobiliza empresas de SC

Práticas de governança corporativa

Por fim, a governança diz respeito ao modo como os negócios são conduzidos. São avaliadas as condutas com relação ao governo, entre as lideranças da empresa e na composição das vagas de trabalho. Transparência e políticas anticorrupção devem ser prioridades.

Temos entre as boas práticas de governança:

  • diversidade dos quadros internos;
  • equidade de gênero;
  • comitês de auditoria;
  • canais de denúncia eficazes;
  • regras contra lobbying, suborno e corrupção;
  • além de outras medidas cabíveis.

O verdadeiro significado de ESG é que as empresas ganham capital social e contribuem para o desenvolvimento de suas comunidades seguindo princípios sustentáveis. Essa é uma forma de estabelecer relações mais fortes e duradouras. Assim, os negócios têm muito a ganhar.

Para entender melhor a importância de ESG, baixe o relatório ESG Insights com outros dados e informações sobre o assunto.


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