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O que são EdTechs e como transformam a educação?

19/01/2021

A educação foi um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, precisando adaptar-se rapidamente para uma realidade 100% on-line. Com isso, as EdTechs, que já vinham em crescimento, tiveram um impulso ainda maior em 2020.

Segundo a Unesco, no início da pandemia 80% dos estudantes do mundo foram afastados das salas de aula. Ou seja, mais de 1,3 bilhão de pessoas.

Então, adotar o modelo de educação à distância tornou-se uma necessidade urgente. Mas, para isso, é preciso investir em tecnologias para a educação digital nos mais diversos níveis de ensino. E é aí que entram as EdTechs.

Você sabe o que são essas empresas e o que elas representam para o futuro? Descubra a seguir.

O que são EdTechs?

O termo EdTech é formado pela junção das palavras inglesas education e technology. Em português: educação e tecnologia.

Em resumo, são empresas que desenvolvem tecnologias para a área da educação.

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) aprofunda um pouco essa definição e destaca duas características:

  • Em primeiro lugar, o “uso de alguma forma da tecnologia, que significa a aplicação sistemática de conhecimento científico para tarefas práticas”.
  • E o papel da “tecnologia como facilitadora de processos de aprendizagem e aprimoramento dos sistemas educacionais, gerando efetividade e eficácia”.

Isso quer dizer, entre outras coisas, que as soluções das EdTechs vão muito além do ensino à distância. Elas servem também para melhorar a educação presencial, com o amparo de tecnologias imersivas, dinâmicas e mais visuais, ou até mesmo para a construção de um modelo híbrido, mesclando os ambientes on-line e off-line.

Aliás, o ensino híbrido é uma das tendências de educação pós-pandemia apontadas no estudo Catalisadores da Mudança, realizado pela Exit e apoiado pelo Negócios SC.

Leia também: Estudo revela os 6 vetores da transformação pós-pandemia

As EdTechs trazem soluções também para a sala de aula. (Foto via Freepik)

As EdTechs no contexto da pandemia

Ainda em 2019, Luiz Alberto Ferla, CEO do DOT digital group, previu ao Diário Catarinense que a “Apple do futuro será uma EdTech”. Esse futuro, agora, está muito mais perto.

Com o distanciamento social imposto para conter o avanço do novo coronavírus, em 2020 as instituições de ensino precisaram modernizar-se por meio de serviços virtuais.

Como aponta Felipe Mandawalli, CEO e cofundador da Metzer, no site da ACATE em agosto de 2020: “A educação foi o segmento da economia que mais sofreu aceleração da transformação digital com a pandemia. As instituições de ensino absorveram mais tecnologia nos últimos quatro meses do que nos últimos 20 anos”.

André Alves, cofundador e CEO da Shapp, ainda revela à Revista Educação que, no Brasil, “a demanda por aplicativos de educação cresceu cerca de 130% somente em março” do ano passado, quando começaram a valer as medidas de restrição às aulas presenciais.

Nesse contexto, as startups de educação cresceram rapidamente. A EdTech catarinense Edusoft, de Blumenau, fechou 2020 com crescimento de 25% de faturamento. O DOT digital group, de Florianópolis, projetou faturar 80% a mais que em 2019. Já a 49 educação, também da capital do Estado, alcançou a marca de R$ 1 milhão em faturamento em meio à pandemia.

O banco inglês Ibis Capital calcula um crescimento mundial em torno de 17% para as empresas do setor em 2020. Com isso, o faturamento anual estimado pela indústria de tecnologia em educação é de 252 bilhões de dólares.

No mundo todo, o mercado de EdTech deve chegar à marca de 368 bilhões de dólares em 2025, de acordo com uma estimativa da Global EdTech.

Algumas tendências reforçadas pela pandemia devem contribuir para o crescimento das startups de educação nos próximos anos. Entre elas, o trabalho remoto, o maior tempo em casa e a busca pelo desenvolvimento assistido, seja para aprendizagem pessoal, seja no desenvolvimento da carreira profissional, aumentam a demanda do consumidor por soluções de ensino virtual.

Leia também: Startups catarinenses que se destacaram na pandemia

O mercado da tecnologia em educação no Brasil e em Santa Catarina

O Brasil tem crescido no cenário mundial de startups, com o apoio de um ecossistema de desenvolvimento de negócios, e no mercado de EdTechs não é diferente.

No estudo norte-americano LATAM EdTech 100, que elegeu as 100 startups de educação mais inovadoras da América Latina, o Brasil é o país que ocupa mais posições no ranking. Foram 33 empresas brasileiras selecionadas.

Pela frente, o País ainda tem potencial para crescer. De acordo com o Mapeamento Edtech 2020, da Abstartups, o Brasil contava em 2019 com 449 EdTechs ativas no Brasil, número 23% maior que em 2018. A realidade da pandemia deve fomentar o surgimento de muitas mais.

No ambiente nacional, algumas EdTechs catarinenses têm se destacado. Vale mencionar nesse sentido o ranking Top 100 Open Startups 2020, com as 100 melhores startups do Brasil. Nele aparecem as empresas Keeps e Startup Mundi, ambas de Florianópolis.

Além dessas duas, outros exemplos de EdTechs de Santa Catarina com destaque nacional incluem DOT digital group, Edusoft, 49 educação, Signa (Florianópolis) e Sábios (criada na capital).

Leia também: Adoção digital e indústria 4.0: quais setores estão na frente?

Diferentes soluções para a educação à distância e presencial

Outro aspecto interessante do mercado de EdTechs no Brasil é a diversidade de soluções disponíveis.

As tecnologias para educação desenvolvidas no País atendem desde o Ensino Básico e passam pelo Fundamental, Superior e Técnico, chegando até o ambiente corporativo.

Além disso, há uma multiplicidade de categorias de atuação. O LATAM EdTech 100, por exemplo, divide o mercado em oito categorias:

  • Tutorias on-line e preparação para testes
  • Habilidades para o trabalho
  • Tecnologia, STEAM e programação
  • Sistemas de gestão
  • Aprendizagem de idiomas
  • Ambientes de aprendizagem
  • Recursos e experiências educacionais
  • E financiamento da educação

Já a Abstartups indica a existência de 20 categorias distintas, sendo estas sete as com maior número de empresas atuantes:

  • Plataformas de oferta de conteúdo on-line (158 startups): disponibilização de cursos, jogos e/ou objetos digitais de aprendizagem, como livros e vídeos, para venda individual ou por assinatura.
  • Ferramentas de apoio à gestão (45 startups): tecnologias específicas de apoio à gestão de uma instituição de ensino, podendo abranger a gestão acadêmica, administrativa, financeira, de pessoal e até mesmo de aquisição de alunos.
  • Ambientes virtuais de aprendizagem (39 startups): permitem a criação de ambientes propícios para o ensino à distância ou híbrido.
  • Plataformas educacionais (38 startups): apoio ao professor nos processos de ensino e acompanhamento do progresso individual dos alunos.
  • Sistema de gestão educacional (31 startups): gestão de dados e processos das instituições de ensino nas áreas acadêmica, administrativa e financeira, de modo unificado.
  • Plataformas educacionais adaptativas (26 startups): modelo personalizado de ensino, que emprega técnicas computacionais para ajustar a apresentação de conteúdos de acordo com a dificuldade de cada aluno.
  • Ferramentas de avaliação do estudante (22 startups): permitem criar, atribuir e acompanhar atividades para avaliar o aprendizado dos estudantes.

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