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Locavorismo: a solução para a cadeia de alimentos na crise?

09/06/2020

Locavorismo é a preferência por comprar e consumir alimentos produzidos localmente. O conceito em si não é novidade e o termo “locavorismo” foi cunhado ainda em 2005, por Jessica Prentice, a partir da palavra “local” e do sufixo “-voro”, que significa “comer”.

Então, por que ele desponta como uma das tendências para o mundo pós-coronavírus?

Para entender melhor essa questão, vamos abordar alguns prós e contras desse estilo de vida que tem um impacto direto na cadeia de alimentos. Confira.

Os problemas do locavorismo

Primeiro, é preciso compreender que locavorismo não tem uma definição tão precisa quanto vegetarianismo ou veganismo enquanto dieta. Ele não diz que alguém deva consumir apenas alimentos produzidos a 20, 50 ou 100 quilômetros de distância, embora muitos adeptos dessa prática adotem algumas regras pessoais.

Uma das defesas para esse estilo de vida é que o encurtamento da distância de transporte reduziria o impacto ecológico. No entanto, um estudo de Christopher L. Weber e H. Scott Matthews mostra que esse transporte representa, em média, menos de 11% da pegada de carbono de produtos alimentares. Considerando também que a logística de uma grande operação costuma ser mais eficiente que a da produção local, até mesmo no consumo de combustível por quilômetro, é difícil sustentar esse argumento.

O que mais impacta o ambiente é a produção do alimento em si, com a carne vermelha representando a maior pegada de carbono. Os pesquisadores sugerem, portanto, que “uma mudança na dieta pode ser um meio mais efetivo de reduzir o impacto ambiental relacionado à comida de cada lar que comprar localmente”.

Outro problema de se adotar uma dieta estritamente local é que certos alimentos dependem de regiões específicas para produção. Da castanha-do-pará ao pinhão, do cacau ao azeite de oliva. Logo, argumenta-se que o locavorismo estrito poderia reduzir a diversidade da alimentação, inclusive tornando-a menos nutritiva.

Isso invalida o locavorismo? Não. Debater esses pontos nos ajuda a definir o que esse estilo de vida pode realmente entregar e quais são os verdadeiros benefícios dele.

Leia também: O novo normal: o que é expectativa e o que é fato?

Santa Catarina tem uma produção diversa e com grande potencial para parcerias locais. (Foto via Freepik)

Argumentos a favor

O fato de não haver uma distância exata para se definir o que é um produto local também pode ser usado a favor do locavorismo. Embora a agricultura urbana seja uma realidade e pequenos espaços nas cidades possam ser aproveitados para a produção de alimentos, aumentar o raio de procura possibilita ter uma variedade maior de opções.

Vejamos o exemplo do best-seller “The 100-Mile Diet” (A Dieta dos 160 Quilômetros, em tradução literal), em que os autores Alisa Smith e J.B. MacKinnon se alimentaram por um ano apenas do que era produzido nessa distância. Isso é o equivalente a um transporte de Florianópolis até Blumenau ou quase Urubici, ou ainda de Chapecó até Joaçaba ou a fronteira com a Argentina.

Isso aumenta a variedade da dieta, mas ainda faltarão alguns itens conforme a região. Aí entra outro aspecto da definição de locavorismo: não é preciso, nem possível em alguns locais, alimentar-se exclusivamente do que é produzido no lugar. O conceito deve ser visto sempre sob essa perspectiva de flexibilidade e possibilidade de cada município.

Para o que, então, serve o locavorismo?

A Covid-19 jogou uma luz sobre a importância de ter uma cadeia de produção, distribuição e comercialização local quando o sistema global é interrompido. Em uma situação como esta, a cadeia de alimentos também é menos impactada negativamente que outros setores da economia, ao menos da produção ao varejo, o que mantém mais empregos.

Chegamos aí ao cerne do locavorismo: ele estimula a economia e a criação de empregos locais. É uma compra que gera mais retorno para a própria região. Assim, todos ao redor ganham diretamente ou indiretamente com isso.

Os próprios empreendedores têm um papel nesse contexto. Na cadeia de alimentos, o locavorismo vai além do contato entre produtor e consumidor final. Restaurantes, empresas de marmitas, clubes de assinatura de produtos alimentícios, feiras e marcas artesanais podem estabelecer parcerias locais e desenvolver suas regiões. 

Leia também: Como divulgar um serviço de delivery (entrega em domicílio)?

Além da alimentação

É importante ressaltar que o locavorismo faz parte de uma tendência maior de consumo que já vinha em andamento e ganhou contornos especiais por causa do novo coronavírus.

O consumidor moderno está mais engajado em conhecer quem produz e como o faz. Nesse sentido, marcas e produtores mais presentes na comunidade ganham destaque.

Com a chegada da pandemia e a potencial crise econômica, o consumidor percebeu que não é uma questão apenas de preferência, mas comprar localmente é também necessário para a sobrevivência desses pequenos negócios — e dos empregos que geram. Por isso temos campanhas como o #JuntosporSC, da NSC, que conectam o público a essas empresas locais.

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Desafios da comunicação no locavorismo

Esse tipo de operação local, assim como em qualquer pequeno negócio, tem o desafio de romper a barreira do anonimato. Isso só é possível com investimento em comunicação para se chegar ao público-alvo desejado.

Outro ponto fundamental é passar ao consumidor a mesma segurança que ele tem de comprar de um produtor mais conhecido. É preciso mostrar o cuidado de levar produtos de qualidade até a mesa, ou seja, abordar aquele “quem produz e como o  faz” que comentamos acima.

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