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Tecnologia

Lições de transformação digital para aplicar na sua empresa

11/07/2019

Muito além da aplicação de novas tecnologias, a transformação digital se refere a uma mudança cultural e estrutural nas organizações. Para uma empresa transformar seu mercado, primeiro ela precisa transformar-se.

O armazenamento de dados na nuvem, por exemplo, é apontado como uma das soluções que permitem grandes transformações digitais. Mas se isso não representar uma maior acessibilidade das informações, mais segurança para elas e uma tomada de decisão mais rápida e acertada pelos gestores, não há aí nada de verdadeiramente transformativo.

Portanto, mais que a adoção de ferramentas digitais e tecnologias como inteligência artificial, machine learning e internet das coisas, a transformação digital envolve:

  • Uma nova mentalidade dos gestores, sem medo de rever velhas práticas e conceitos do negócio;
  • Reestruturar processos e setores internos, como o caso de juntar vendas e marketing em um só fluxo: o smarketing;
  • Integrar o setor de tecnologia da informação ao desenvolvimento de soluções internas e para o público externo;
  • Desenvolver habilidades dos colaboradores e contratar cientistas e analistas de dados para ajudarem nessa transformação.

Só assim é possível adotar uma postura inovadora e, em alguns casos, disruptiva.

Leia também: Customer data: usando dados para o sucesso do cliente

A transformação digital vai muito além da tecnologia em si. (Foto de Panumas Nikhomkhai via Pexels.)

De onde vem a disrupção?

A disrupção é uma mudança de poder. Ao mesmo tempo, tem um caráter de destruir o antigo status quo e criar algo novo e de valor no processo.

Mas nem toda inovação é necessariamente uma disrupção. Pense no caso do Airbnb: a tecnologia para fazer reservas de acomodações on-line já existia e nem por isso era considerada disruptiva. Foi a empresa, por meio de um novo serviço, que mudou radicalmente o aproveitamento dessa tecnologia. O poder saiu das mãos dos hotéis e passou para o consumidor quando o Airbnb percebeu essa necessidade do mercado.

Estes são os principais fatores que propiciam a disrupção:

  • Evoluções tecnológicas: dispositivos móveis, computação na nuvem, inteligência artificial, internet das coisas, realidade aumentada ou virtual, gêmeos digitais etc.;
  • Comportamento do consumidor: a demanda por mais controle, independência, agilidade e personalização na relação com as marcas;
  • Mudanças no panorama social: a evolução da medicina, que traz maior expectativa de vida e o consequente envelhecimento da população, é um exemplo disso;
  • Mudanças no sistema: economia, política e legislação podem atuar a favor ou contra a disrupção.

Muitas vezes, é um conjunto de fatores que levam à disrupção. Mas uma coisa é certa: ela acontece, independentemente de as empresas estarem preparadas para ela ou não.

Leia também: A inegável transformação digital: como conectar-se às revoluções que já estão acontecendo

Por que embarcar na transformação digital

Diversas empresas históricas, quando não conseguiram mais inovar, foram engolidas pelo mercado. É o caso da Kodak, que parou no tempo e abriu falência.

Outras, diante de uma ameaça parecida, adotaram a cultura de transformação digital inclusive para dar novos rumos à companhia. A IBM, por exemplo, deixou de priorizar o hardware e hoje faz da inteligência virtual seu principal negócio. Vale destacar também o Google, que surgiu como um buscador on-line que pouco se sustentava e virou uma plataforma bilionária de anúncios a partir do AdWords (atualmente Google Ads).

É por exemplos como esses que dizemos: a mentalidade transformadora exige coragem, não só para adotar novas tecnologias e práticas, mas para reestruturar modelos de negócio. Afinal, a qualquer instante pode surgir no seu setor uma nova Amazon ou Uber e colocar sua empresa diante de uma situação de “adapte-se ou desapareça”.

Já as organizações que adotam a transformação digital como cultura podem se manter relevantes no mercado, otimizar seus processos internos, reduzir custos e, mais importante ainda, oferecer melhores experiências ao consumidor.

Vejamos então, na prática, como diferentes indústrias têm utilizado a transformação digital a seu favor.

Leia também: 5 respostas sobre o novo marketing para o varejo

Desenvolver uma cultura de inovação é estar à frente no mercado. (Foto de Christina Morillo via Pexels.)

A transformação digital nas indústrias

É importante ressaltar: essa transformação não é restrita a um setor dentro de uma empresa, como uma equipe de vendas e marketing que utilize uma ferramenta de customer relationship management (CRM). Ela deve estar presente em toda a estrutura da organização e em qualquer indústria.

Transformação digital no varejo

Pela natureza ágil do varejo, esta é uma das indústrias que têm se transformado mais rapidamente. Nesse sentido, o uso da inteligência de dados tem possibilitado a ela grandes avanços desde a distribuição de produtos até a comunicação e vendas.

Internamente, o uso de sensores em estoques e prateleiras, impulsionados pela internet das coisas, permitem um maior controle sobre a movimentação dos produtos. Pedidos de reposição podem ser gerados automaticamente, sem necessidade de um controle humano, reduzindo o risco de faltas ou excessos.

O contato com o consumidor também é favorecido, tanto on-line quanto off-line, com um conhecimento mais aprofundado e personalizado de seus hábitos de consumo. Nas lojas físicas, tablets, terminais de autoatendimento e experiências de realidade aumentada trazem muito mais informação e confiança para a compra.

Transformação digital na manufatura

A manufatura avançada, conhecida como indústria 4.0, aproveita-se da interconectividade da internet das coisas para aprimorar os processos de produção.

Internet das coisas, ou IoT (internet of things), quer dizer que qualquer objeto agora pode estar on-line e interligado. O produto na prateleira, o sensor no contêiner de transporte, as máquinas na fábrica… tudo pode ser visto em um fluxo contínuo e em tempo real, ajustando a necessidade de produção com a demanda real.

O desenvolvimento de produtos também ficou mais ágil, graças à tecnologia de gêmeos digitais. Por meio dela, são criadas cópias de protótipos em ambiente virtual, que permitem testar simulações de uso em uma velocidade imensamente maior que na vida real. O resultado é um produto de maior qualidade e feito mais rapidamente.

Transformação digital no setor público

Organizações governamentais, com a análise de big data, podem tomar decisões mais precisas sobre investimentos necessários ou como reduzir custos. Assim, áreas de desenvolvimento social podem ser priorizadas de acordo com o impacto real que têm, favorecendo a elaboração de políticas públicas mais eficientes. O cidadão ganha também em transparência nas ações e gastos públicos.

Transformação digital no mercado de seguros

As seguradoras podem fazer uma análise de riscos muito mais personalizada, por meio de big data e até de sensores físicos, no caso de veículos. Isso é bom para as empresas, que assumem uma abordagem muito mais preditiva com base em padrões de comportamento, reduzindo assim as chances de prejuízo. E é bom para o consumidor com baixo risco, que pode ter redução no preço do serviço.

Transformação digital na área da saúde

Com o aumento da população mundial, se faz cada vez maior a necessidade por uma melhor alocação de recursos na assistência médica. A inteligência virtual com aprendizagem de máquina é capaz de ajudar nisso de várias formas, entre elas a triagem virtual para encaminhamento de pacientes, o embasamento para campanhas de prevenção e a correta distribuição de medicamentos, equipamentos e profissionais para otimização do atendimento.

Novos tratamentos também estão sendo desenvolvidos com o uso de tecnologias como os gêmeos digitais, acelerando o processo.

Transformação digital no setor bancário

As criptomoedas, os bancos 100% digitais, como o Nubank, e as fintechs (empresas tecnológicas do ramo financeiro) propõem um grande desafio às instituições tradicionais. O consumidor exige muito mais dinamismo nas suas transações comerciais: o dinheiro em espécie e a agência física já não são tão prioritários quanto a praticidade para administrar a conta e uma ótima experiência multicanal com o banco.

Transformação digital em logística e transportes

Este é um dos maiores custos operacionais das empresas, mas diversas tecnologias ajudam a reduzi-lo. Os centros de abastecimento da Amazon, por exemplo, funcionam à base de sensores inteligentes e robôs que aumentam a velocidade e a capacidade de distribuição. Como no varejo, a reposição de itens torna-se automática.

No percurso, sensores em contêineres e veículos ajudam a descobrir os maiores entraves no transporte e orientam o planejamento de rotas mais inteligentes.

Aprenda muito mais

Como vimos, a transformação digital engloba muitas indústrias e tem impacto na própria estrutura empresarial, desde seus processos internos à relação com o consumidor.

O marketing das organizações, portanto, também está sob esse guarda-chuva de inovações e merece um capítulo à parte. Por isso, preparamos um guia focado neste assunto, com as maiores tendências de marketing para o futuro próximo.

Se você deseja conhecer as práticas e estratégias que estão trazendo resultado para as empresas, não perca esta oportunidade de baixar gratuitamente nosso e-book com as Principais Tendências de Marketing. Boa leitura e sucesso nos negócios!


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