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Inflação e juros subindo. Qual o reflexo nos seus investimentos?

20/08/2021

Tudo indica que o pior momento da pandemia do Corona vírus ficou para trás. Empresas apresentando resultados sólidos, indicadores de atividade e emprego retomando patamares pré-pandemia.

Com diversos estímulos por parte dos governos, veio à tona uma inflação, que é o aumento dos preços de bens e serviços, acima dos níveis toleráveis. No Brasil, o índice oficial de inflação – IPCA, acumula alta de praticamente 9% nos últimos 12 meses. Já o IGPM, índice mais sensível, acumula alta de mais de 33% no mesmo período.

Fonte: Banco Central do Brasil

Sendo assim, o Banco Central, responsável pela política monetária, tem como principal objetivo assegurar o poder de compra da moeda. Esse controle da inflação é feito através do ajuste da taxa básica de juros da economia (taxa Selic). Quando a inflação está acima da meta estipulada, o Banco Central tende a elevar a taxa Selic. Nesse cenário, as linhas de crédito, como empréstimos e financiamentos, costumam ficar mais caras. Isso diminui o consumo pela população e reduz o aumento dos preços. Por outro lado, quando o índice de preços está abaixo do esperado, o Banco Central tende a reduzir a Selic para estimular majoritariamente a economia. Nesse caso, os empréstimos e financiamentos ficam mais baratos e impulsionam o consumo.

Dessa forma, o ajuste da taxa básica de juros é instrumento utilizado pelo Banco Central para estimular ou retrair a economia.

Desde o final do Governo Dilma, tivemos uma redução significativa dos juros básicos até os menores patamares da história – 2%, desde o início da série em 1996. Isso foi possível por conta dos baixos índices de inflação apresentados no período.

Fonte: Banco Central do Brasil

Porém, com a retomada da economia no decorrer da pandemia, conforme mencionado acima, tivemos que voltar a subir juros numa tentativa de frear o aumento descontrolado de preços. Esse movimento de alta de juros influencia diretamente quem toma recurso emprestado, que passa a pagar mais caro, e os poupadores, que possuem recursos disponíveis para remunerar o capital, por meio de aplicações financeiras.

Sendo assim, este movimento de juros interfere diretamente na decisão de alocação de recursos por parte do investidor. Em linhas gerais, as aplicações mais conservadoras, como os títulos de renda fixa, por exemplo, passam a ganhar atratividade, pois são negociado a taxas maiores. Por outro lado, os investimentos mais agressivos, como as aplicações na bolsa de valores, acabam sofrendo e, de certa forma, perdendo atratividade. Isso ocorre porque o investidor está de olho no custo de oportunidade: Vale mais optar por uma rentabilidade já sabida previamente em ativos mais conservadores ou se aventurar em possibilidades de retornos ainda desconhecidos para tentar auferir ganhos mais elevados?

Em algumas épocas, essa resposta tende a ser mais fácil e em outras, um pouco mais complexa.

O primeiro passo para responder a essa pergunta é entender qual o perfil de risco do investidor.

Para o investidor mais conservador, que tem baixa tolerância ao risco, é mais indicado investir em títulos de renda fixa, como títulos públicos ou CDB (títulos emitidos por bancos). Nesse caso, o investidor pode encontrar três tipos de remuneração: prefixada, pós-fixada e atrelada à inflação.

Diante do cenário atual, com juros e inflação subindo, títulos de renda fixa atrelados à inflação ganham atratividade. O investidor conservador com visão de longo prazo consegue proteger seu patrimônio através desses títulos. Isso porque eles pagam a inflação mais uma taxa prefixada.

Por outro lado, se o investidor tiver um objetivo mais de curto prazo (até 3 anos), pode optar por títulos de renda fixa com taxa pós fixada. Esses títulos acompanham um indicador ( Selic para títulos públicos e CDI para títulos privados). Nesse caso, esse tipo de investimento pode ser interessante para aproveitara alta da taxa de juros.

Todavia, para diversificação de risco, pode ser interessante incluir na carteira títulos prefixados. Pode ser que no futuro, juros e inflação caiam e, visto que essas aplicações têm uma taxa prefixada na hora da contratação, acabam se beneficiando em cenário de juros e inflação baixa.

Por outro lado, para o investidor mais agressivo, com a recente queda da bolsa, existem diversas oportunidades. A rentabilidade acumulada em 2021 é de, aproximadamente, -1,5% (com base na cotação do dia 18/08/2021). Sendo assim, o investidor precisa estar pronto para aproveitar as oportunidades de aumentar suas posições por um preço mais atrativo.

Fonte: Google finanças

Olhando para Santa Catarina, são diversas as empresas que se destacam na Bolsa de Valores. Nesse sentido o LIDE de Santa Catarina, Grupo de Líderes Empresarias, tem contribuído por incentivar o desenvolvimento das companhias. O LIDE promove a integração entre empresas, organizações e entidade privadas, por meio de programas de debates, fóruns de negócios, atividades de conteúdo. Fomenta o intercâmbio cultural, ampliando a oportunidade de relacionamento e negócios entre lideranças locais e regionais.

A WEG, de Jaraguá do Sul, é uma das empresas mais consolidadas da bolsa brasileira.

É uma companhia global de equipamentos eletroeletrônicos, atuando principalmente no setor de bens de capital com soluções em máquinas elétricas, automação e tintas, para diversos setores, incluindo infraestrutura, siderurgia, papel e celulose, petróleo e gás, mineração, entre muitos outros. Tem operações industriais em 12 países e presença comercial em mais de 135 países, produzindo mais de 16 milhões de motores anualmente. No mundo, a empresa tem mais de 31 mil colaboradores.

Atualmente a empresa está entre as 10 empresas mais valiosas da B3 com um valor de mercado de, aproximadamente, 145 bilhões de reais.

Outra empresa catarinense que se destaca na bolsa é a Engie de Florianópolis.

É a maior produtora privada de energia do país, atuando como uma operadora de infraestrutura de energia, segmentando suas atividades entre geração centralizada e distribuída, comercialização, trading e transmissão.

A empresa, conectada ao contexto da transição energética para uma economia de baixo carbono, tem investido cada vez mais em fontes renováveis e na comercialização de energia. A empresa está em 21 Estados do país e faz parte do grupo franco-belga Engie, que tem mais de 171 mil funcionários espalhados pelos cinco continentes. No Brasil, são 2.400 funcionários, sendo a maioria da região Sul do país.

Atualmente, a empresa tem um valor de mercado de, aproximadamente, 30 bilhões de reais e é uma referência no setor de energia elétrica.

Outra empresa que vem se destacando no estado é a Portobello.

A Portobello S.A. é uma empresa brasileira do ramo de revestimentos cerâmicos, com valor de mercado de, aproximadamente, 2 bilhões de reais.

O Grupo traduz a essência de inovação nos seus produtos de revestimentos cerâmicos e porcelânicos, bem como na prestação de serviços complementares para aplicação no ramo de materiais de construção civil.

A Companhia possui mais de 2.600 colaboradores e é hoje um dos maiores grupos do setor cerâmico brasileiro.

Nos últimos 12 meses, a empresa valorizou cerca de 200% e crescendo cada vez mais no faturamento.

Fonte: Google finanças

Outra empresa catarinense que abriu o capital recentemente é a Intelbras.

Essa empresa, fundada em São José, na região metropolitana de Florianópolis, atua há mais de 45 anos nos setores de segurança, redes, comunicação e energia solar. Mais no específico, a companhia tem três principais unidades de negócios: (i) Segurança, fornecendo alarmes, câmeras de segurança, fechaduras eletrônicas, entre outros; (ii) Comunicação, ofertando por exemplo roteadores Wi-fi, racks para data centers; e (iii) Energia, onde vende desde baterias e nobreaks a painéis solares.

Atualmente, a Intelbras tem um valor de mercado de, aproximadamente, 8 bilhões de reais e apresentou uma valorização de, aproximadamente, 28% desde que abriu seu capital no início desse ano.

Fonte: Google finanças

E você investidor, diante desse cenário, prefere aproveitar as oportunidades da bolsa, ou vai optar por uma rentabilidade já sabida, através da renda fixa?

Jorge Barbato Neto – CEO JB3 Investimentos e Stefano Caiula – Assessor de investimentos JB3.


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