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Vendas

A porcentagem das vendas on-line no varejo por segmento

30/08/2021

As vendas on-line devem bater recorde no varejo brasileiro no segundo semestre de 2021. A expectativa é da Neotrust, empresa de inteligência de mercado, que registrou um faturamento de R$ 74,7 bilhões no comércio eletrônico brasileiro entre janeiro e junho deste ano.

O resultado chama a atenção porque é 37,6% maior que o observado no mesmo período do ano passado e 3,59% maior que o do segundo semestre de 2020. Como ainda temos pela frente datas importantes para o varejo, como Black Friday e Natal, há uma enorme possibilidade de que as vendas on-line tenham o maior faturamento da história no Brasil nestes seis meses.

Mas esse crescimento do e-commerce não está chegando de maneira uniforme aos diferentes segmentos do varejo. A seguir, conheça aqueles que estão à frente na preferência do consumidor digital.

Comércio eletrônico representa 21% das vendas do varejo no Brasil

Desde as primeiras semanas da pandemia de Covid-19 falamos sobre como este cenário tem impactado o desempenho do e-commerce no Brasil. Para se ter uma ideia ainda mais concreta desse impacto, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que as vendas on-line no varejo mais que dobraram nesse período.

Antes da pandemia, o comércio eletrônico representava 9,2% das vendas do varejo brasileiro, segundo a FGV. Em junho de 2021, essa participação chegou a 21,2%. O estudo é baseado nos resultados de 745 empresas de diferentes segmentos.

O percentual é até maior que o dos Estados Unidos, que fechou o segundo semestre de 2021 com 18,6% de participação do e-commerce no total das vendas do varejo. O dado é do Departamento de Comércio dos EUA.

Aqui no Brasil, o salto do comércio eletrônico fica ainda mais evidente quando analisamos o crescimento anual registrado pela Ebit | Nielsen. Entre 2018 e 2019, o faturamento das vendas on-line cresceu 16%. Já entre 2019 e 2020, a alta foi de 41%.

Leia também: Comércio eletrônico no Brasil cresceu 367% em uma década

Empreendedoras brasileiras aderem mais às vendas on-line que os homens. (Foto via Freepik)

Materiais de construção lideram em participação das vendas on-line no varejo

O mesmo levantamento da FGV demonstra que as vendas on-line de alguns segmentos do varejo ampliado estão mais à frente que em outros. Se a média é de 21,2%, os percentuais individuais vão de 14,7% a 26,6%.

Participação das vendas on-line no varejo:

  • Materiais de construção — 26,6%
  • Outros varejistas (farmácias, livrarias etc.) — 23,5%
  • Tecidos, vestuário e calçados — 21,8%
  • Veículos, motos e peças — 20,9%
  • Hiper e supermercados — 15,9%
  • Móveis e eletrodomésticos — 14,7%

É curioso notar que a maior e a menor participação das vendas on-line no varejo estão relacionadas ao crescimento do mercado de casa e decoração, também reflexo da pandemia. Mas, quando se trata de renovar o lar, já vimos que 62% dos brasileiros preferem comprar móveis em lojas físicas, de acordo com uma pesquisa da Opinion Box. Isso ajuda a explicar o baixo percentual do e-commerce neste segmento.

Leia também: Os 5 estágios do varejo: lições das empresas inovadoras

Mulheres e empreendedores mais novos têm maior atuação no e-commerce 

A FGV, desta vez em parceria com o Sebrae, ainda revela que empresas que utilizam o comércio eletrônico tiveram uma queda de faturamento menor por causa da pandemia.

Na pesquisa “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios”, em sua 11ª edição, foi descoberto que os negócios sem vendas on-line tiveram perdas de 44% nesse período. Já as empresas com atuação digital tiveram queda de 42%. Se não foi possível ter um cenário positivo, ao menos o e-commerce amorteceu a crise financeira.

A pesquisa de FGV e Sebrae traz outros dados interessantes sobre a adesão ao e-commerce pelos pequenos negócios no Brasil.

Em primeiro lugar, destaca-se a maior procura das empresas: em maio de 2020, eram 59% os pequenos negócios com presença no comércio eletrônico. Em junho de 2021, esse número subiu para 67%.

Além disso, as empreendedoras revelam-se mais sintonizadas com essa transformação do varejo. Entre elas, 72% afirmam vender pela internet, enquanto o percentual entre os homens é de 64%.

Também ressaltamos que os empreendedores mais jovens têm uma maior adoção dos canais virtuais de venda. Quanto menor a faixa etária, maior é a participação dela no e-commerce.

Percentual de negócios com venda on-line por idade do empreendedor:

  • 25 a 35 anos — 76%
  • 36 a 45 anos — 70%
  • 46 a 55 anos — 64%
  • 56 a 65 anos — 61%
  • acima de 65 anos — 52%

Por um lado, é muito bom que os empreendedores mais novos já entrem no mercado com um pensamento digital. Por outro, os empresários mais maduros precisam aliar a experiência nos negócios com as novas tendências em vendas no varejo.

Veja agora mais tendências do varejo brasileiro em um estudo da Nielsen que você pode baixar aqui mesmo no Negócios SC.


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